Indiferença dos tempos

“Pessoas são idiotas”

Fevereiro 8, 2010 · Deixe um Comentário

- Por que você não gosta de pessoas?

- Pessoas são prepotentes e idiotas.

- Prepotentes? Sim…mas o que é ser idiota?

- Deixa eu ver… (ele olha pra rua). Daqui a pouco alguém faz algo idiota, você vai ver…

Minutos depois passa uma limusine com um cara quase saltando do teto solar, acho que havia também uma moça. Um cara da mesa ao lado grita: “Seu brocha!”. Pergunto:

- Isso é idiota?

- Não, mas o cara da limusine é.

- ‘Realmente…’

Tenho um amigo que considero uma figura bem peculiar. Com 22 anos é rabugento, velho, impaciente. Chato, todos dizem, inclusive eu. Ele sabe de tudo isso e não se importa nem um pouco. Eu admiro sua indiferença à opinião alheia, mas vejo o quanto essa posição o torna insensível demais aos sentimentos dos outros.

“Ah, é que ele é arrogante, né?” – me diz a namorada, dando uma explicação para algo que me foge da memória agora. “É, ele é…”

Um nerd, é isso. Desde antes do colégio já era um corpo estranho na sala de aula. Tirava as melhores notas, era o gordinho zoado, não gostava de esportes, ouvia rock clássico e assistia a filmes antigos. Devia ser o último a ser escolhido nos jogos de queimada, o que ele não me confirmou. “Eu era um freaky no meio de gente que ouvia Linkin Park e The Calling. Fui me juntar aos geeks. Me identifico com pessoas esquisitas.” O único esporte do qual gostava era aikidô; o que valia a pena mesmo era o prazer de derrubar os outros no chão. Ainda levava várias advertências na escola por bater nos amigos. “Eles vinham bater em mim de graça, eu ia ficar parado? Não! Revidava.” Juntava-se com outros pra fazer *tchutchu* (desculpe, mas só eu não conhecia essa brincadeira com nome engraçado?) até deixar o menino com a boca sangrando.

Hoje é um tremendo de um bicho-preguiça. Aficcionado por cinema, é editor de uma revista eletrônica sobre o assunto. Não comece a falar de Zé do Caixão, Guilherme de Almeida Prado e filmes B, senão ele não pára. “Isso é genial!”, “Aquilo é genial!”, “Isso é horrível!, “Aquilo é horrível!”. Ok…

- Você vai fazer o TCC com ele?

- Eu não! Ele vai fazer um almanaque de cinema lá…

- Almanaque, é lógico. Não precisa entrevistar um monte de gente, né, já que ele não gosta de pessoas.

- Mas ele gosta de entrevistar. Só que não pessoas…

- ‘Claro, vacas e cachorros devem render aspas bem mais interessantes”.

Há uns dois anos e meio, esse amigo foi pra Londres estudar.

- Olha só, a gente vai anotar nossos endereços e você manda um cartão postal de lá, tá?

- Tá.

- Você acha que ele vai trazer?

- É óbvio que não.

Um mês depois ele voltou:

- Lari, tá aqui seu cartão postal. Não deu pra mandar de lá, ia ficar muito caro.

- ‘!!! Tinha até meu endereço escrito atrás! Ele está muito diferente’.

Não durou muito. Um mês depois regressava meu velho (no sentido de espírito) e rabugento amigo.

Gosto dele principalmente por não se encaixar no padrão ‘sou super feliz, super animado, super de bem com a vida, moderno, estiloso, proativo, tenho muitos amigos, saio todo dia, tudo vai dar certo no final.

“Lari, a gente tem bastante coisa em comum…”

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Cool Whispers

Fevereiro 5, 2010 · Deixe um Comentário

Cool Whispers drift from the north on the night.
Yet you warm my heart for we hold the light.
The land must fade from green into white.

Lie side by side in the soft winter white.
Hold me close to you as we brace for flight.
In time I prey they’ll see what we feel.
Gentle love this pain won´t retire.
This love must burn like a fire.

Close your eyes and dream what I see,
peace for a moment the future unclear.
Hand by hand as we stand on the wire,
the ending so near the start close behind.
Light bends through trees, leaves spiral and wind.
We’re far from here and frozen in time.

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Quase um prédio inteiro de desastre

Fevereiro 4, 2010 · Deixe um Comentário

Converso com o Carrasco. Ele conta que tem carne de cachorro sendo vendida que nem salame na Austrália. O Ruy voltou de lá faz pouco tempo. Estagiou num hospital e comeu muita comida vietnamita antes de pular de para-quedas e asa delta na Nova Zelândia e de conhecer a Tailândia. A Ju Mimura também está lá, sem muita pressa pra voltar pelo que parece…

O Krebinho chegou há poucos dias do Haiti. Vai descansar por duas semanas até voltar pro batalhão. O Truta tá realizado bebendo água da torneira lá em Granada. A Lidizinha deve estar entediada de tanto beber vinho e visitar as amigas também na Espanha. Passou três dias no Marrocos, um deles no deserto, inclusive.

O Malanchino se encanta com os velhinhos de Naples e com os jacarés de Laguna Bay. O Gu cansou da vida em Villeneuve, vai deixar a França e voltar pro Brasil.

(Que que eu tô fazendo aqui mesmo? Ah é! Tenho uma faculdade pra terminar e um estágio que comecei há pouco tempo…)

É muito fora da realidade pensar que vou exercer essa profissão.

Confuso. Tanta pressa pra me formar e começo a notar que ainda não fiz tudo que queria. Ambições…

Eu queria ao menos saber se gosto de estudar, afinal, foi quase que a minha única obrigação a vida inteira (e talvez por isso mais difícil de saber se era uma vontade real). Não deveria ser natural saber se você gosta de estudar ou não ao final da faculdade?

Momento de revolta, pegando o gancho anterior. É no mínimo ridículo sediar as Olimpíadas. Um país que praticamente resume esporte a futebol. Um país que deixa seus melhores atletas desistirem do esporte. Os melhores talentos desperdiçados.

O mesatenista que volta pra concluir a faculdade de economia, a jogadora de basquete que vai pagar as contas com o salário de atendente de loja de roupa.

Ridículo, ridículo. País hipócrita.

Desabafei…

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‘Chega, cara. Chega!’

Fevereiro 2, 2010 · Deixe um Comentário

Eu odeio chuva! Inoportuna! Inconveniente!
 
Tento dar uma chance para o que ela me reserva. Nunca aprendo.
 
É claro que eu não posso tomar chuva. Eu sempre soube disso. Por isso eu gosto dela longe de mim.
Eu nem gosto muito de água. Assim, de piscina, mar…
Gosto do barulho da chuva, quando bate na telha, cai no chão, gosto até mesmo do som que faz quando é barrada no guarda-chuva. Mas, definitivamente, eu e ela não podemos estar tão próximas assim.
Tem gente que toma chuva e só volta molhado.
Tem que fica de mau humor
Tem gente que fica encharcado
Tem gente que se sente realizado
Tem gente que fica ilhado
Eu fico doente.
 
Saco…
E volto de carona com uma pessoa X. Agora até pessoas desconhecidas me oferecem carona. Devo ter cara de cachorro abandonado. O que é ótimo, no fim das contas.
Fui ficando especialista em conseguir carona, meu treinamento começou há mais de 10 anos. Me sequestrar deve ser a coisa mais fácil. Caronas são sempre bem vindas.
Mas esse esquema Arca de Noé já deu também. Perdeu a graça, né? Convenhamos…
Estes são termos usados para encontrar o seu blog:
“sexo com mulheres gordas”
(???)
Hoje senti uns apertos no coração. Fisicamente falando. Devo me preocupar?
m – “A prima terminou com o namorado quando foi viajar. Ia ficar um ano fora, não podia prender o menino aqui”.

e – “Tá certa”.

d – “Imagina meu amigo, então. Ficou um ano no Japão e quando voltou foi a vez da namorada ir pra lá e ficar um ano”.

e – “E não terminaram?”

d- “Não”

e – “Credo…tem que estar muito sem opção na vida…”

s – “Nossa!  Que horror!”

(Será que foi muito rude?)

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Quando não há ajuda alguma

Fevereiro 1, 2010 · Deixe um Comentário

O farol daqui de perto de casa não é um farol. É nada. Porque as pessoas que dirigem não sabem a diferenças das cores. Nessas de passar por lá, veio de novo aquela pergunta: “E se fosse atropelada? Jogada pro alto a ponto de perder a consciência, entrar em coma? Sentiria tanto a dor?”

Dois minutos. Um corte no pensamento que se guiava pelas pessoas que almoçavam pastel ali do lado. Uma batida de leve, um carro preto. Covardia pelas costas. Nem deu tempo de desviar.  Estivesse em outro estado de ânimo, teria discutido, ao menos olhado pra trás. Só entrei, segurei na parede. Doeu. Era como uma resposta: “Tá vendo Larissa? Essa é só uma parte ínfima da dor de ser atropelada”.

Tendo a achar que as pessoas fazem isso de propósito. Como o cara que há apenas alguns dias jogou o carro pra cima de mim. Vendo que eu estava atravessando, ele estava parado, por que fez aquilo?

Por que isso acontece? Lembrei de quando estudava no colégio, em meio às explicações de matemática, química, que seja. Nada que eu conseguisse prestar muita atenção. Penso: “E se saísse uma barata da caixa do projetor? Não que eu ligue pra baratas, mas seria um escândalo com as meninas da sala.” Cinco, dez, vinte minutos depois. “Aahhhh!! Uma barata!!” Acho que tinha saído da caixa do projetor. Virei pro meu amigo: “Eu imaginei isso há poucos minutos!”. “Ah é?”. Ele não acreditou…ele certamente não acreditou…

E eu não acredito que pensamento negativo atrai energia negativa. Mas não é possível que não exista essa tal de energia negativa.

‘Você poderia parar de jogar seu carrinho de supermercado em cima do meu pé?’. “Ai, perdão!”. E ela continua…

Não bastasse, um menino chutou, acidentalmente, minha perna dolorida . “Ai, desculpa!”. “Foi nada…”. A polidez nos faz falsos também…

E passou um carro, também minutos depois. ‘Olha, não me molhou! Passou tão perto.’ Como se não tivesse os pneus de trás pra jogar a água na mesma perna. ‘Ok! Agora chega né. Deu!’

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So hard to do and so easy to say

Janeiro 31, 2010 · Deixe um Comentário

Dia de novas experiências gastronômicas. Temaki de salmão com cebolinha e cream cheese, cupcake de chocolate e limão. Nunca tinha comido nem temaki, nem cupcake.

“Como assim nunca comeu temaki?”. “Nunca comi temaki”. “Der, Larissa. Temaki. Você nunca comeu temaki?”. “Não, nunca comi temaki”. “Mas como???”. Parece um crime…é até engraçado ver a reação das pessoas. Todos.

‘Quanto tempo você tem?’

Eu não sei quanto tempo eu tenho. Eu não sei se tenho tempo. Nem sei se existe esse tempo. Que pergunta difícil…

É impressão minha ou estou reparando mais nos detalhes? Das conversas, das situações, dos lugares, das pessoas. Isso é bom, torna cada momento único.

Tenho uns planos pra esse ano:

- aprender a tocar bateria, nem que só um pouquinho

- ficar boa no taiko. Razoavelmente boa.

- jogar mais videogame. Wii, play 3, Xbox. ..Diversões bobas, preciso disso.

- praticar esporte. Sem falta. Preciso ganhar resistência no corpo e força nos braços.

- escrever mais.

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Mas se o trem não vem, vai sobrar lugar para alguém

Janeiro 30, 2010 · 1 Comentário

O rio Pinheiros não é tão feio assim, o tempo todo. Descobri isso hoje. Não fossem os postes com aqueles fios atrapalhando a visão melhorada do momento, diria que era uma imagem bonita. E eu nem sentia o fedor de todos os dias!

Pudesse caminhar naquela pista entre o rio e o trilho do trem, iria a pé. Só pra pensar na vida, só para olhar pra dentro, sempre um pouco mais.

Tão bom rever pessoas queridas. Saber do que se passou nos últimos meses, lembrar de momentos que ficam na memória pro resto da vida. Oniguiri do Nihon, pedaço do ceu…o trem proibido e o ter de se esconder do guarda japonês…lembranças boas…

Tão bom poder contar com ajudas ocasionais e intencionais nessas horas. Aprender com a vida…

Eu queria lembrar tudo que pensei em escrever aqui. Quem manda confiar na memória?

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Humor é tudo nessa vida

Janeiro 29, 2010 · Deixe um Comentário

Todo dia é assim, só varia a hora. Por trás das cortinas da redação dá pra ver aquela nuvem gigantesca escura, ou várias delas todas juntas, encobrindo o céu da cidade. ‘Vai cair o mundo de novo’. Mas hoje foi diferente. Hoje aquelas nuvens pareciam ilustrar o que era o dia pra mim.

“Larissa, você está aí embaixo? Preciso falar com você”. “Ihhh, coisa boa não é”, penso eu. Vem em seguida: “Seu nome não saiu na matéria; queria te explicar o que aconteceu”. Ótimo! Dias, semanas apurando, trabalhando em cima daquilo, e não vou ter crédito. Mas tudo bem, quem se importa de verdade além de mim? Nem eu me importo tanto assim, só porque era a primeira matéria que eu sentia fazer parte, tinha um pouco de mim. A primeira, pôxa, podia ter meu nome.  Mas o mundo não estava pra mim, paciência…

“Desculpa. Pensei: ‘Vou comprar flores pra Larissa’”. Alguém realmente se importou, que bom. Acho que mais do que eu mesma.

Àqueles que encontrei durante o dia, peço desculpas por não tê-los notado. Não estava aqui. Fui dar uma volta dentro de mim mesma. Incontrolável. A ponto de, por um momento, não ver nada. E só ouvir os dedos batendo nas teclas atrás de mim. E sentir a respiração silenciosa ao redor. Vontade de batucar, balançar a perna. O que é isso? Volta do taiko?

Por que fui inventar de ouvir aquela música? Agora toda vez que toca o celular da colega é uma tortura. Tomara que toque bastante mesmo, assim perde o sentido, como todas as coisas em exagero.

Hoje eu não vi, e não espero muito do amanhã.

Uau, uau! Começou o Curso Abril de Jornalismo! “É…eu também não tenho o brilho nos olhos. Quem sabe o sangue na boca?”

Roberto Civita esculachando as revistas da casa. Que beleza! Valeria meu dia ouvi-lo. Permita-me reproduzir o que chegou aos meus ouvidos:

“Há muito tempo tivemos a ideia de fazer uma revista sobre futebol. Futebol, claro! Fizemos uma puta revista, não vendeu. Mudamos a fórmula, não vendeu. Fizemos de tudo, também não vendeu. E até hoje, não vende. Eu ia fechar a revista, mas disseram que não dava pra fechar a revista de futebol”. E a revista com projetos de expansão…

“O maior erro de todos da editora: a Revista da Semana. Era A revista, achei que fosse vender muito. Não vendeu”. Agora vem a comparação: “Uma vez, resolveram lançar uma nova ração pra cachorro. Os fabricantes adoraram, os lojistas adoraram, os donos adoraram! Mas os cachorros não gostaram…” . Será que só eu acho engraçado, independente da minha opinião, além de que eu me divirto com isso?

“Mãe, o gato tá andando estranho. Será que a pata dele não tá quebrada?”, ela pergunta. “Será? É, talvez…”. E fica por isso mesmo. Ela se volta pra irmã: “Você não acha que o gato tá com a pata quebrada?”. “É, ta parecendo…”. E continua do mesmo jeito. Última tentativa: “Pai, não é melhor levar o gato no veterinário? Parece que a pata dele tá quebrada”. “Não! Deixa o gato aí”, secamente vem a resposta.

Ela aproveita a tarde livre, pega o gato e leva pra tirar raio-x da pata dele. Passa a tarde inteira acompanhando seus exames. Quatro ossinhos quebrados, R$200 na conta.

Resultado: o gato foi expulso de casa. Agora ela precisa provar que tava certa em querer cuidar do gato. E agora vai ser mais difícil ela conseguir viajar no Carnaval. É bom que corra logo com isso, porque a prima vai oficializar a gravidez. ‘Ahn? Que tem isso a ver?’. “Ué, eu vou viajar sozinha. E vai ter menino. Logo, se eu dividir um ruffles com você, eu posso engravidar.” 

“Cara, como ela aguenta?”

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Robinson

Janeiro 28, 2010 · Deixe um Comentário

Atarashii kisetsu wa
Naze ka setsunai hibi de
Kawara no michi wo jiten’sha de
Hashiru kimi wo oi kaketa

Omoide no REKOODO to oogesa na EPIDOODO wo
Tsukareta kata ni burasagete shikametsura mabushisouni

On’naji SERIFU on’naji toki
Omowazu kuchi ni suru youna
Arifureta kono mahou de tsukuri ageta yo

Dare mo sawarenai futari dake no kuni
Kimi no te wo hanasanu youni
Ooki na chikara de sora ni ukabetara
RURARA uchuu no kaze ni noru

Katasumi ni suterarete kokyuu wo yamenai neko mo
Doko ka niteiru daki agete muri yari ni hoho yoseru yo

Itsumo no kousaten’ de mi ageta marui mado wa
Usu yogoreteru giri giri no mikka zuki mo boku wo miteta

Machi buseta yume no hotori
Odoroita kimi no hitomi soshite bokura
Ima koko de umare kawaru yo

Dare mo sawarenai futari dake no kuni
Owaranai uta baramaite
Ooki na chikara de sora ni ukabetara
RURARA uchuu no kaze ni noru

Ooki na chikara de sora ni ukabetara
RURARA uchuu no kaze ni noru

Como se não merecesse me aproximar…

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Bidê ou Balde

Dezembro 20, 2009 · Deixe um Comentário

Mesmo que Mude

Ela vai mudar,
Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou
Vai ficar feliz de ver que ele também mudou
Pelo jeito não descarta uma nova paixão
Mas espera que ele ligue a qualquer hora

Para conversar
E perguntar se é tarde pra ligar
Dizer que pensou nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor, mesmo que acabe

Ele vai mudar,
Escolher um jeito novo de dizer “alô”
Vai ter medo de que um dia ela vá mudar
Que aprenda a esquecer sua velha paixão
Mas evita ir até o telefone

Para conversar
Pois é muito tarde pra ligar
Tem pensado nela
Estava com saudade

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